quarta-feira, 26 de abril de 2017

Desejo Sexual excessivo pode ser Compulsão Sexual



Antes de começar a discutir qualquer questão a respeito da compulsão sexual, é preciso primeiro esclarecer que existe uma enorme diferença entre ser compulsivo e gostar muito de sexo. O fato da pessoa ter uma vida sexual intensa, de maneira alguma é um sintoma da compulsão sexual. Ter muita vontade de transar não caracteriza um transtorno. A diferença é que o compulsivo não consegue resistir aos pensamentos e desejos, que precisam ser saciados no mesmo momento, não importando com quem.




De verdade, a compulsão sexual é um transtorno psiquiátrico do impulso em que o indivíduo tem pensamentos e atos obsessivos envolvendo o sexo. Compulsão sexual é doença e precisa de tratamento. Esse transtorno está intimamente relacionado à ansiedade e, não raro, a outros transtornos obsessivos compulsivos. Quem sofre desse problema tem dificuldade de pensar e se concentrar em coisas que não estejam relacionadas ao sexo. Além disso, outra característica do compulsivo é agir por impulso, sem premeditar...




Atinge cerca de 6% da população. É mais comum no homem e geralmente inicia-se no final da adolescência ou no início da vida adulta. O principal sintoma da doença é a perda total do controle sobre a própria vida sexual. No entanto, no homem principalmente, esse comportamento pode ser interpretado como algo bom, já que transar e pensar em sexo o tempo todo "é do macho e é viril". Nas mulheres esse comportamento é mais facilmente interpretado como algo ruim e é chamado de ninfomania.



A diferença entre a relação sexual saudável e a compulsão sexual é que na compulsão a pessoa se torna escravo do pensar e fazer sexo. No lugar do prazer e satisfação existe a angústia, ansiedade e muitas vezes o desespero logo após o ato sexual. O vício sexual pode acontecer de diversas maneiras:


  • Busca compulsiva por sexo e múltiplos parceiros
  • Masturbação compulsiva
  • Uso compulsivo da internet para fins sexuais
  • Dependência por pornografia
  • Fixação compulsiva em se conseguir parceiro (a) inatingível
  • Relacionamentos amorosos múltiplos
  • Apetite sexual excessivo dentro de um relacionamento estável





Além disso, pode vir acompanhada, mas não necessariamente, de perversões sexuais (parafilias). O que causa? A Compulsão Sexual é uma síndrome que pode se originar de diferentes causas. Por vezes, é visto como um problema de adição e dependência ao sexo, similar às drogadições de cocaína, álcool ou heroína. Pode ser encarado como um problema de comportamento mal adaptado, onde o ato repetitivo de busca de prazer sexual foi aprendido ao longo da vida como tranquilizante, diminuindo sentimentos de ansiedade, medo e solidão. Também podemos compreender esse distúrbio como uma doença, com alterações anormais no balanço de substâncias neurais (neurotransmissores), cada qual devendo ser tratado de forma distinta, conforme sua possível causa.




Várias são as consequências negativas na vida da pessoa, principalmente nas áreas: profissional, relacionamentos familiares e conjugais, saúde (doenças sexualmente transmissíveis, gestações não desejadas, risco de suicídio), além de consequências legais.O grande problema de lidar com essa doença é o fato de que o sexo envolve prazer. Nesse sentido, a compulsão não incomoda e, a princípio, não parece fazer mal. Por isso é bastante comum que o compulsivo sexual conviva com esse transtorno por muitos anos, antes de perceber que se trata de um problema sério. Essas pessoas geralmente só buscam tratamento quando já estão com a vida social totalmente abalada, convivendo com problemas na família, no casamento e até no trabalho.





O tratamento psiquiátrico e psicológico são muito importantes no controle dessa doença. As medicações buscam reduzir o comportamento compulsivo sexual sem a eliminação do desejo (libido). O objetivo final é tornar o ato sexual prazeroso e saudável. As linhas de tratamento podem ser empregadas isoladas, mas tem se recorrido muito a tipos de tratamentos combinados, como o uso de medicação concomitantemente à psicoterapia.






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4 comentários:

  1. Mesmo gostando muuuuuuito de sexo, não me considero um compulsivo. Boa matéria

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    1. Que bom que gostou! continue acompanhando! bjs

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Acho normal seu comportamento, quando foge do controle que é um problema, tipo vc se masturbar no trabalho, na rua, deixar de viver só para ficar vendo pornografia ! Ai sim é um problema que precisa ser tratado! bjs da morena!

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